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Podcast "O Assunto #150": como balancear economia e saúde da população em tempos de pandemia.



No dia 31 de março o PETDireito deu início aos seus trabalhos do semestre de maneira remota tendo em vista a atual crise sanitária a qual o país se encontra. Como atividade inaugural iniciamos com a relatoria sobre o tema retratado no Podcast “O Assunto” (disponível no Spotify e no link logo abaixo) nº150 e seus assuntos correlatos.

A escolha do tema se deu pois percebi a importância de conhecermos a respeito da situação do país quanto ao novo COVID-19 que, naquela época dava seus primeiros sinais de como abalaria todas as instituições que conhecemos. Expus, portanto, como os demais países estavam se preparando e de pronto lidando em níveis econômicos e sanitários, chamando atenção para o Reino Unido e Estados Unidos que são países de histórico mais nitidamente liberais em se tratar de economia e que precisaram recorrer a intervenções estatais para conter a crise econômica que vinha se anunciando.

Naquela época estávamos com o 5.717 casos confirmados e 201 mortes oficiais segundo dados do Ministério da Saúde e ainda assim as medidas tomadas em relação a contenção tanto da doença quanto da necessidade de resguardar trabalhadores informais e desempregados, indo inclusive na contramão de forma que o Estado autorizou a suspensão de contratos de trabalho pelo período de até 4 meses, medida essa que foi revogada posteriormente.

No Podcast, dois economistas tratam de assuntos econômicos de forma realista. Afirmam que naquela altura seria impossível estimar quanto a economia retrairia e que o ideal seria adotar medidas que contribuam para a liquidez financeira das empresas, além da abertura de linhas emergenciais de crédito. Ainda naquele momento, tínhamos a expectativa do recebimento do auxilio emergencial proposto pelo Congresso Nacional, que estava acima do que o Governo Federal apresentou, porém ainda assim abaixo do que os economistas consideravam que fosse um valor suficiente para os que precisarão dessa assistência mostrando, assim, que a ficha do Governo não havia caído ainda, as propostas seguiam tímidas e estavam negligenciando a situação do país.

No âmbito da saúde, o próprio Chefe do Executivo Federal contrariava (e ainda hoje contraria) as regras de isolamento social sendo esse, por hora, o meio mais indicado para evitar que haja contaminação pela doença. Utilizando de um discurso que estabelece uma falsa dicotomia entre saúde pública e economia. Perceba que a diminuição da capacidade produtiva se torna permanente quando relacionamos isso a morte ou adoecimento de grande parcela da população, com significativa redução da força de trabalho também esbarramos em um cenário de falência empresarial. Dessa forma, voltar-se para o curto prazo é questão de estratégia e tornariam o efeito a longo prazo menor em nível de custos caso sejam eficientes de pronto. Questionava-se se o consumo seguiria normal caso tudo voltasse a funcionar de pronto e não tínhamos respostas concretas ainda. Porém hoje já encontramos pesquisas que apontam para a retração na intenção de consumir das pessoas, além dos cortes de custos a curto prazo e diminuição de dívidas de longo prazo. Com esses dados discutimos a época nossa preocupação sobre o avanço da doença e seu impacto nos diversos setores do país.

Hoje encontramos em alguns estados do país situações caóticas, como em Manaus, lidamos com falas irresponsáveis de parlamentares, como a da deputada Carla Zambelli ao afirmar que estão realizando enterros com caixões vazios no Ceará, pessoas de notada influência que minimizavam a ação do vírus e agora contraíram a doença, como o apresentador Sikêra Jr., e a falta de postura do Presidente Bolsonaro que, estando ciente do aumento exponencial do número de óbitos (mais de 10.000 mil), assina no dia 11 de maio um novo decreto flexibilizando ainda mais a abertura do comércio no país.


Demonstramos assim, enquanto grupo PET, que nossas preocupações se concretizaram e que seguiremos produzindo afim de trazer informação aos leitores e as pessoas sobre assuntos que embora negligenciados por autoridades, precisam ser tratados com a devida seriedade. Lembrem-se sempre: fiquem em casa (se puderem). <https://g1.globo.com/podcast/o-assunto/noticia/2020/03/25/o-assunto-150-coronavirus-as-medidas-do-brasil-na-economia.ghtml>

<https://open.spotify.com/episode/6MWs97OWei4Sh4CrLQpv1C?si=ZrvDAqJ9Q0ujbdIEKqLppA>

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